Das palavras...

Ele gostava das palavras que não existiam, como se fossem verdades que não cabiam na mão. Pedia pra dar o salto do não-dizer, e ser entendido pelo meio, sem travessão. Se pensasse vírgula não seria solto. Sem ter aposto, chegava aos lugares que não conhecia. Mereço mais um problema: onde está o que não se cria?

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